sábado, 30 de novembro de 2013

O Gigante


Há seis meses o gigante acordara
foi pra rua, gritou, xingou
mas escondeu a cara

Aproveitando-se deste fato
o governo, que nem rato,
acuado num canto
protegeu-se em seu manto

Manto de mentiras.
Dizia que o gigante
era um marginal
um vândalo, fazendo o mal

Mas depois de ver a força,
do congresso invadido,
de ter sido desmentido,
olhou para o gigante
e esse estava perdido

Esse era o gigante
perdido, ignorante.
Só era preciso esperar
que sozinho ele iria se acalmar

Então o governo conduziu
com discurso vil
na TV fez mais promessas
e o gigante caiu

Acreditou na patacoada
da dentuça de vermelho,
na sexta do estrangeiro,
que negra a intenção
conduz o otário pela mão.

Hoje dorme novamente,
esperando anciosamente
pela copa e carnaval
Afinal,
é de bola e bunda que o gigante gosta.
Será que é por isso que vivemos nessa bosta?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Não acho que ele está mentindo, acho que ele não está lá.

Quando dizemos que "não acreditamos em deus" geralmente a reação do interlocutor é de estranheza, e logo vem a pergunta: "Então você acredita em quê?", claramente vemos um erro de interpretação nessa pergunta, mas talvez a culpa desse erro seja da metonímia que usamos no dia-a-dia para dizer que discordamos de alguém. Por exemplo, quando eu digo que "não acredito no Lula" não quero dizer que acho que ele não exista, estou dizendo que não acredito nas coisas que ele diz. Essa interpretação está absolutamente correta, contudo o mesmo não se aplica ao falar sobre o deus judaico-cristão ou qualquer outro. Existe um diferença. Ao dizer que "não acredito em deus" estou dizendo que não acredito na existência de deus, de nenhum. A diferença sempre me pareceu sutil, mas analisando agora, não parece ser tão sutil assim. E essa descrença inclui (exclui da crença) espíritos, almas, demônios, gnomos e qualquer outra coisa metafísica que só pode-se crer com base em fé.

Sou incapaz de acreditar em qualquer coisa por simples . Não posso acreditar em algo sem ter provas, diretas ou indiretas, de sua existência (e se você acha que fé prova alguma coisa, clique no link e veja a definição), se para a maioria fé é suficiente, existem aqueles, eu incluso, que não é. Visões discordantes geram debates e, dependendo dos debatedores, podem ser debates incrivelmente elucidantes! Não que vá, necessariamente, alterar a opinião de qualquer um dos participantes, mas podemos aprender muito sobre o ponto de vista de quem tem uma visão contrária, o que pode inclusive fortalecer a sua própria.

Quem é ateu não é contra deus, no sentido satânico da coisa, apenas não acredita que ele(s), exista(m). Talvez sejamos contra a religião, que é usada para manipular e ludibriar os mais simplórios, mas isso é assunto pra outro texto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

RETRATOS DA SOLIDÃO


Tem uma coisa que, desde os pretéritos tempos de Orkut, eu observo com um sentimento misto de repulsa e pena. São os retratos que as pessoas tiram de si mesmas, estranhamente, na maioria dos casos, no banheiro. Tem até uma foto famosa da menina que publicou uma dessas no Orkut e só depois viu o cocozão boiando na privada ao fundo. Pena que eu não achei a imagem pra ilustrar esse texto. Esse tipo de auto-retrato, só demostra o quanto é inseguro, superficial e solitário o retratado, que também é fotógrafo.

Essas pessoas geralmente têm um número considerável de "amigos" em suas redes sociais. Esses "amigos" são menos que conhecidos, são pessoas que não se aprofundam nas relações, não por falta de convivência, isso elas têm de sobra, mas por falta de conteúdo, elas simplesmente não tem o quê conversar. Conversam apenas superficialidades vazias, ocas, triviais... Ficam se comparando. Os mais ricos comparam as posses, quem compra o objeto mais caro. A classe média, que é impossibilitada de comprar objetos realmente caros, compara os objetos que lhes custam várias prestações, ou comparam quem tem o "gosto mais refinado". Daí sinta-se a vontade para deixar sua imaginação vagar pelas músicas e filmes mais esquisitos que existem! Já vi nego dizer que gostava de filme chileno! Desde quanto o Chile faz filmes, caralho? E quanto aos mais pobres, por quê eles competem? Pela dança e música mais escrota eu acho! Taí o funk carioca e o pagode baiano que não me deixam mentir. Duvida que essas amizades sejam superficiais? Precise de ajuda, não necessariamente financeira, procure alguém para vc desabafar. Quantos desses "amigos" das redes sociais iriam lhe encontrar apenas para ouvir suas lamúrias? Um por cento? Ou então tente ter uma conversa sobre algum assunto mais complexo pra vc ver como elas são. Todos só sabem perguntar se vc assistiu a novela ontem. Eu lá tenho tempo a perder assistindo novela? Me poupe!

Antes que alguém venha comentar, não, não precisei de nenhum amigo recentemente. Isso não é um desabafo, é só uma crítica.

Tirar esse tipo de auto-retrato, e publicá-lo na internet, é apenas uma tentativa infantil de suprir uma necessidade de atenção. Necessidade de saber o que os falsos amigos acham da falsa postura e do falso sorriso expostos na fotografia. Passa-se o tempo e eu tenho assistido a babacalização das pessoas. A opinião do que as outras pessoas pensam a seu respeito é tão importante assim? Isso não mudará quem você é! Vc é tão solitário que não tem ninguém pra tirar uma foto sua? É isso? A menos que vc seja mulher, bonita, gostosa e esteja semi-nua, não publique esses auto-retratos. É feio, essa foto só fala mal de você, sério!

O mais interessante disso tudo é que o Mercado, esperto como é, obviamente viu a possibilidade de lucro e investiu nesse nicho. A campanha publicitária dessa máquina fotográfica poderia ser:

Pra vc que é fútil, inseguro, burro, superficial e solitário chegou a nova câmera que permite que vc tire retratos de si mesmo sem perder o enquadramento, assim vc pode divulgá-los nas redes sociais para que seus falsos amigos igualmenete fúteis, inseguros, burros, superficiais e solitários cliquem em "gostei" e, quem sabe assim, vc supra sua necessidade de atenção!

sábado, 11 de outubro de 2008

Olá

Bom, n faço a menor idéia de que porra escrever aqui. Sempre achei q esse negócio de blog era frescura, até q descobri alguns blogs interessantes, a maioria deles na área de informática. Mas tb achei uns blogs são uma merda, inclusive alguns sobre informática! Então resolvi fazer um blog sobre informática tb (não é esse aqui!) mas acabei ficando sem saco pra ficar caçando assuntos na net pra postar, então resolvi criar esse blog sem um assunto tema central e escrever qualquer bosta que venha a minha mente :)

Honestamente tb acho q esse daqui n vai durar muito tempo, mas foda-se.